A polêmica em torno da construção nas Dunas do Cocó parece não ter fim. A discussão sobre a construção ou não no terreno está relacionado a legalidade da Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) instituída pela Lei 9.502/2009 que torna a área não edificante. A área, conforme a Procuradoria Geral do Município- PMG, é classificada como de preservação permanente segundo a aplicação do Código Florestal (Lei 4.771/65).
Apesar de legalmente ser uma área não edificada há interesses por parte do setor imobiliário promover a urbanização dos terrenos. Assim, está previsto para a área as obras do Jardim Fortaleza e do Condomínio Central Park.
Lados opostos - Associação Cearense dos Construtores e Loteadores do Estado do Ceará - (Acecol) e IBAMA reclamam a área com interesses antagônicos. Dado a beleza natural da zona a Associação luta pelo direito de transformar o espaço em zona urbana edificada, ou seja, pelo licenciamento e autorização para construção. Por outro lado entidades públicas e políticos comprometidos com a preservação do meio ambiente luta para manter as características naturais do espaço.
A questão é que os construtores se baseiam no fato de que existe já muitos condomínios no local e porque só agora não autorizar mais essas obras. Defendem o direito de Isonomia.
A área - Arie -localizada entre a av: Padre Antonio Tomás e Sebastião de Abreu tem 15 hectares é tem grande relevância ambiental. Para especialista em meio ambiente- João Saraiva, é uma área parabólica que possui um espelho d'agua e abriga uma fauna com características próprias". E o mais importante é que a zona é um local "aquífero" ou seja, absorve a água da chuva e regula o microclima da região.
O imbróglio parace não ter fim. E você o que sabe a respeito?
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